CrescerBem ajuda 1 100 famílias

07/11/2013

"O balanço destes dois anos de atividade é “muito positivo”, avançou ao Ei Isabel Soares dos Santos, uma das fundadoras e presidente da Associação Crescer Bem. 

A voluntária colaborava noutra associação de apoio domiciliário, quando foi desafiada a criar no Hospital D. Estefânia uma estrutura semelhante àquela com a qual trabalhava. A assistente social aceitou sem pestanejar. A Crescer Bem rapidamente foi fundada e, em dezembro de 2011, já tinha o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). 

A Associação está a expandir a sua atividade a outros hospitais da zona da Grande Lisboa e, para o efeito, foram formalizados protocolos de colaboração com os hospitais São Francisco Xavier e Santa Maria. Neste caso, e até setembro, a Crescer Bem já tinha atendido “quatro famílias referenciadas”. “Uma dessas famílias teve alta e regressou à terra Natal, Moçambique, totalmente autónoma na prestação de cuidados de saúde à sua bebé e com os problemas de saúde resolvidos”, relata Isabel Soares dos Santos ao Ei.

A voluntária colaborava noutra associação de apoio domiciliário, quando foi desafiada a criar no Hospital D. Estefânia uma estrutura semelhante àquela com a qual trabalhava. A assistente social aceitou sem pestanejar. A Crescer Bem rapidamente foi fundada e, em dezembro de 2011, já tinha o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). 

A Associação está a expandir a sua atividade a outros hospitais da zona da Grande Lisboa e, para o efeito, foram formalizados protocolos de colaboração com os hospitais São Francisco Xavier e Santa Maria. Neste caso, e até setembro, a Crescer Bem já tinha atendido “quatro famílias referenciadas”. “Uma dessas famílias teve alta e regressou à terra Natal, Moçambique, totalmente autónoma na prestação de cuidados de saúde à sua bebé e com os problemas de saúde resolvidos”, relata Isabel Soares dos Santos ao Ei

A sustentabilidade financeira é outro objetivo da Associação, um “caminho que se tem revelado extremamente difícil, devido principalmente à crise que se instalou no País”, lamenta. “Há cada vez menos oportunidades de investimento nas IPSS e um plano de expansão tem de se sustentar muito solidamente, sob o risco de ruir por si só”, explica.

Nos anos 2013/14, a Crescer Bem vai sedimentar o seu trabalho com famílias nos três hospitais e investir na divulgação e promoção. “Queremos que a Crescer Bem seja conhecida pelo maior número possível de pessoas”, frisou. 

Até agora, a Associação trabalhava exclusivamente em regime de voluntariado, mas está a “dar os primeiros passos rumo à profissionalização, com a criação do primeiro posto de trabalho, ao abrigo do programa Impulso Jovem do Instituto de Emprego e Formação Social (IEFP)”, explica a presidente. A contratação de uma assistente social “vai trazer uma grande mais-valia ao funcionamento da Crescer Bem”, frisou a presidente ao Ei. O objetivo é que, em 2014/2015, “tenhamos a possibilidade de continuar profissionalizados”, antecipa. 

Serviços prestados

Desde a sua fundação, a Crescer Bem já ajudou cerca de 1 100 famílias, o equivalente a cerca de 1 650 recém-nascidos, crianças e adolescentes, através de visitas domiciliárias ou ambulatório, e conta com 20 voluntárias. 

Em regime de visita domiciliária, “apoiamos famílias com crianças até aos seis anos”. Em ambulatório, “ajudamos famílias com jovens até à maioridade, altura em que passam a ser tratados num hospital para adultos”, detalha Isabel Santos.

O apoio é prestado a famílias carenciadas, sinalizadas pelos serviços sociais dos hospitais. Pode abranger a distribuição de bens essenciais (roupa, sapatos, brinquedos, artigos de higiene pessoal e de limpeza de doméstica e alimentos), a organização da casa ou a resolução de problemas burocráticos. 

Após sinalização, as famílias assinam um formulário no qual dão consentimento ao apoio da Crescer Bem. “Nem sempre as pessoas aceitam. Afinal estamos a entrar na sua intimidade, a mudar os ritmos, a alterar a dinâmica familiar”, assume a voluntária. 

As famílias têm que responder ao investimento que é feito. Quando são visitadas, a casa deve estar limpa e arrumada e as crianças com o banho tomado. É também feita uma aposta na organização do espaço. Por vezes, estas famílias não têm mobiliário, armazenando os seus haveres em sacos de plástico. A Associação tenta encontrar soluções para que os pertences das famílias fiquem arrumados. 

“Insistimos também para que as crianças não durmam com os pais. No caso em que a família habita num só quarto, promovemos soluções através de beliches”, conta Isabel Soares dos Santos. Para a Crescer Bem é fundamental que as crianças das famílias apoiadas frequentem a escola. É através dos filhos que, por vezes, começa a reestruturação de uma família. São os mais novos que alertam para a necessidade de um espaço organizado para estudar, de uma casa limpa ou de cuidados de saúde. 

A Associação desenvolve ainda parcerias com empresas e instituições, como é o caso da Roff, da ULJM, da Fundação EDP, da Siemens ou da Fagor, que nascem do trabalho das voluntárias da Crescer Bem. “Telefonamos, apresentamo-nos, perguntamos, vamos de porta em porta e vamos conseguindo atingir os nossos objetivos”. 

* Este conteúdo foi originalmente publicado na Edição verão 2012 da Revista Montepio e atualizado em novembro de 2013 pelo Ei."

Notícia via Montepio.pt